segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Desinteresse total

Nem sei por onde começar.
Talvez seja melhor pelo fim mesmo. Pelo o que vem tomando meu coração nos últimos tempos: desinteresse.
E com essa palavra minha mente lembra do batimento forte no primeiro dia de faculdade. Toda vontade de aprender que durou até bastante tempo, os oito semestres.

Não sei se gastei toda aquela energia naquele tempo ou pra onde é que foi a vontade de viver. Vontade de viver não, porque é muito forte. Mas a vontade de aprender, de se interessar pelo novo, de terminar um livro em uma semana, de ver mais filmes, de planejar o fim de semana...

Não sei onde foi parar. No lugar vieram preocupações, séries de TV para preencher o espaço, falta de paciência, horários marcados...

Tão sem graça e sem inspiração que nem um vídeo de mais de 2 minutos consigo terminar. Um texto que demande muitos cliques na barra lateral do computador também me desinteressa.

Não consigo me aprofundar mais em nada. Essa foi a segunda noite seguida de insônia. Só não foi pior graças a comprimidos. 

Hoje é segunda e eu nem desejo a sexta-feira. O fim de semana não irá mudar a minha vida. E não estou animada pro evento de sábado.



Quero dormir. 
Quero espontaneidade. 
Quero fugir.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Tudo novo de novo

Acho engraçado o modo como a vida passa e como somos transformados por ela. Eu tinha amigos que viraram colegas, depois apenas uma lembrança reduzida a uma postagem em rede social.

Tenho conhecidas que engravidaram muito cedo, umas antes da faculdade, outras durante. Tem gente que já mora juntado. Outros que se casaram em menos de um ano de colação de grau. E uma minoria privilegiada que mora do outro lado do mundo estudando e viajando, como se ainda fosse adolescente sustentada pelos pais.

Enquanto isso minha vida segue vazia. Em vários sentidos.



A distância tomou o espaço da presença e o mundo virtual toma mais meu tempo que o real, quando tudo isso deveria estar ao contrário.

O caminho pra casa daqui uns meses nem sei qual será. Pra onde eu vou dirigir? E da onde irei voltar?

Tenho um deadline pra mudar tudo que já conheço e me aventurar por esse mundo. Mas tudo isso me agonia um bocado por ser maníaca por planejamento e organização.

Daqui uns meses ainda vou sonhar que a minha casa é aquela onde cresci ou vou me adaptar ao meu novo eu? Um eu totalmente diferente, tomando as próprias rédeas da vida, até onde ela me deixar.

A cada janeiro um aniversário. Uma crise.  Mas essa parece ser a maior de todas, afinal ainda não tenho destino certo.

Um ano novo na minha frente e eu sigo totalmente sem rumo. Tudo novo. De novo.