quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Just ride

Eu não sei explicar muito bem. Não sei direito o que acontece. E quando eu digo que não sei é porque realmente não tenho ideia. Tenho algumas suspeitas, mas nenhuma certeza. Só sei que o coração anda meio triste e a alma com muita raiva. Deve ser ansiedade, eu penso. Tenho esperança que seja só isso mesmo. Ou qualquer fase boba qualquer de baixo astral. É véspera de feriado e nem irei trabalhar na sexta-feira.Eu deveria estar bem feliz, mas me falta algo. É frescura minha, afirmo pra mim mesma. Mas é uma raiva que ferve o sangue quando ouço algo que me desagrada. Sou grossa e você finge que eu não te magoei. É uma vontade de chorar quando na verdade estou pedindo colo, mas sem dar conta de dar o recado. E aí quando você me pede uma explicação eu não sei dar. Talvez flores uma vez ou outra não seria uma má ideia. Talvez se a porta fosse aberta todas as vezes por você, ou eu visse se esforço em fazer isso, eu iria me sentir melhor. Talvez. Não posso prometer nada. Gosto tanto de ser recebida com aquele abraço seu que significa "vem ficar comigo que está tudo bem". Gosto tanto de prometer que vamos dormir juntos e ansiar por isso, mas toda noite percebo que seu corpo se mexe todo quando cai no sono e não me deixa dormir e a gente acaba dormindo separados, mas juntos. Me alegra fazer planos para o futuro, imaginar escolhendo os móveis e a decoração com muito carinho, querendo te agradar e abrindo exceções das minhas preferências. Mas me sinto insegura com essa situação que se arrasta há tempos. Não sei mais se a minha opinião é certa ou se você tem uma certa razão. Somos tão jovens que muitas vezes nos vejo despreparados para tomar decisões realmente importantes. E me corta o coração perceber que não estamos prontos como eu tanto desejo. Mas talvez nunca estaremos e a vida é assim mesmo. Nos joga em algumas situações para que aprendamos na prática. Nada de ensaios. É nessa hora que você me abraça forte, porque em uma hora dessas não tenho nem forças pra pedir pra você entrar.E aí eu ouço:

-Eu te amo muito.
E eu me limito a dizer:
-Eu também.
Quando na verdade eu quero gritar:
- Você é tudo pra mim. Desculpa as minhas grosserias. Não tenho ideia porque estou assim ultimamente e meus melhores momentos têm sido sozinha me entretendo com outras realidades que não é a minha. Mas eu te amo também.


2 comentários:

Flá Costa * disse...

Rê, que lindo! Com certeza isso tudo tem a ver com o casório e é normal ter momentos de insegurança - ela se manifesta das mais variadas formas. O medo paralisa e é uma droga. Espero que fique tudo bem!

Desculpe o sumiço, espero que você fique bem e que a raiva de mim pela falha no feriado ñ tenha se estendido. Meu cel pifou e perdi seu número mas se quiser bater papo é só mandar um whatsapp (reinstalei em um modelo de cel velho q tinha por aqui!). Beijoca

Aline Netto disse...

Lindo mesmo!
Como sempre, aliás! rs

Saudades de te ler...

Bjs
http://www.alinenetto.com.br/