sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Girls

Eu tô numa fase bem Girls da minha vida.
Cheguei a conclusão que nada extraordinário vai acontecer daqui há um bom tempo.
Em crise com a vida adulta.
Querendo fazer algo diferente, mas muito cansada pra isso.
E me sentindo uma velha por não ter energia nem disposição pra tentar alguma novidade.



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Super-ultra-romântica

Mais uma vez eu escrevo pra você, meu amor. 

Eu só queria te dizer que você pra mim é puro amor, paixão e desejo. Com você é natural, assim como a água do mar que bate das pedras. Um contato constante sem machucar. Um carinho permanente quando as gotas se espalham na rocha. E a pedra se deixa molhar. Se lambusa de tanto amor e se gaba pela sorte de estar ali. 

Porque nós somos que nem aqueles filmes super-ultra-românticos que roubam de mim uma lágrima de alegria. Foi assim quando você foi para Argentina me ver no meu aniversário. Foi o melhor presente de recebi. Não só naquela data, mas também na minha vida inteira. Você é o meu presente favorito.

Foi assim quando você foi cuidadoso ao preparar nossa comemoração com rosas no chão. Bastou um comentário meu pra você ir correndo na floricultura.

"Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais.O amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz. Céu, cheiro e ar na cor que arco-íris. Risca ao levitar"

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Rock star

Eu teria um lindo namorado. E sairia pra balada todo fim de semana. Tudo pra compensar as vezes que meus pais não me deixaram sair de casa. Em fevereiro, no feriado do carnaval eu iria assistir uma escola de samba no Rio. Ah, assistir só não. Deve ser sem graça ficar na arquibancada. Talvez eu sambaria também. E eu ensaiava os passos pra minha platéia imaginária. Todo o jardim me assistia. Lá era onde meu público estava.

No outro dia pintava em um pedaço de papel, no formato oval, a cor marrom. Eu era a Angélica. Colocava uma diadema toda torta na cabeça pra fingir o microfone igual ao da Sandy e da Eliana. Fazia mingau de aveia e conversava com o Louro José na cozinha lá de casa. E meu programa era a tarde, às três horas. Quando a fome batia.

Ah, tudo que eu queria era ter 16 anos logo. Não sei porque sempre sonhei com essa idade. E fiz dela a minha época preferida. Continuava a brincar. Toda quarta-feira por 10 reais a hora, divido por três, alugávamos o estúdio pra fingir ser rock star. Com a minha prática de fazer da área de casa o meu palco, eu era experiente e podia assumir o vocal. A meia-calça rasgada, o all star sujo e a saia xadrez me davam mais confiança. E as aulas de violão me levaram pra guitarra.

Escrever, claro. Também estava na jogada. Não sei da onde que vinha essa sede e facilidade. Ainda não consigo explicar. Mas o meu boletim escolar resumia que a única coisa que eu conseguia fazer bem era a redação. E brinquei mais um pouco. Entrei no jogo pra ser compositora também. Minha colega de banda colocava os ritmos nas músicas. Na mesma facilidade. Em uma tarde tínhamos outra melodia. E na quarta praticávamos.

Se tivesse curso de se tornar um rock star eu teria feito. Em vez disso fiz Jornalismo. Tá legal. Hoje também não gosto de carnaval. Prefiro só curtir o feriado em vez daquela festança toda. Nunca fui pro Rio nessa época. Ainda bem. É, tenho um lindo namorado. Mas não vamos pra balada todo fim de semana. Desde que começamos a namorar acho que só fui duas vezes. Não preciso compensar aqueles fins de semana. Mas eu ainda preciso sonhar. Sonhar em ser uma rock star.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Impossível descrever em um só título

Eu nem devo ter dormido direito na noite anterior. Quando fico ansiosa acordo no meio da noite e meus sonhos se resumem em atrasos e em tudo que pode dar errado. Eu tinha que pegar um ônibus que eu nem sabia qual era. A sorte foi encontrar um conhecido que iria para o mesmo destino: a Católica.

Sonhei por muito tempo passar em universidade federal, mas a minha felicidade não foi reduzida nem um pouco por cursar uma particular. E eu não me importava nem um pouco em ser caloura. "Eu só queria estar ali", dizia Renato.

Primeiro dia de aula: Leitura e Interpretação de Texto. Ali já conheci um cara baixinho e careca que se tornaria um dos meus melhores amigos. Cara de bravo e cheio de questionamentos.

No dia seguinte, Metodologia Científica. Sentei no fundo direito da sala. Lá conheci parte da turma que hoje chamo de amigos. Na quarta-feira, aula da História de Comunicação. Finalmente uma disciplina do meu curso, pensei comigo. Deixei a impressão de metida. E formei opiniões sobre os outros também. E as nossas  impressões serviram de piadas entre nós mesmos depois de alguns semestres.

Foi nessa aula que nos apresentamos e que conheci uma das minhas melhores amigas e um rapaz que senti simpatia desde a primeira palavra trocada. . Naturalmente nos aproximamos. E conheci mais e mais gente.

Semana passada foi a mesma coisa. Minha noite não foi das melhores. Ansiosa por comemorar o fim de uma etapa. Mas o que eu não sabia era que eu ficaria feliz e triste ao mesmo tempo. Estava muito alegre por estar todo mundo ali, naquele lugar de sempre. Por terem preparado uma faixa, balões e várias outras coisas em minha homenagem. Por saber que sou amada do mesmo tanto que eu amo eles. Por saber que por mais que as coisas não estejam indo muito bem nessa nova fase, eles estão sempre ali do meu lado sorrindo e fazendo piada das coisas ruins da vida.

Eu não queria o fim daquela festa. Não via a hora de apresentar o TCC, por mais que tinha me divertido de verdade estudando o assunto. Mas eu não desejava o fim da faculdade. Foi tão bom me livrar do ensino médio, mas a graduação foi algo que sempre sonhei e desejei. Sempre significou muito.

O fim da festa significou o fim daquela etapa tão gostosa que durou quatro anos, mas parece que ainda foi pouco tempo. Significou o início dessa vida difícil de adulta. Significou mais responsabilidade, puxão de orelha, sair de manhã de casa e só voltar a noite, querer não fazer nada no fim de semana por estar cansada demais. Mas também significou que todas aquelas pessoas estarão comigo sempre, que elas me apoiarão e estarão ao meu lado, que todas as vezes que nos encontrarmos teremos os mesmos sorrisos estampados e compartilharemos aquele tempo em que estudamos juntos.

Muito obrigada galera. Obrigada de coração. Foi lindo demais estar com vocês na última sexta-feira!