quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Minha saga nas redes

Eu perdi a virgindade com aquele ICQ, no tempo em que eu só podia ficar on-line a noite e depois daquela sinfonia tã-nã-nã-shiiiii dava certo. E também não podia ficar mais que meia-hora, pois alguém poderia ligar lá em casa... Mas ninguém ligava.
Quando a empresa do meu pai mudou de endereço, ele colocou internet banda-larga lá em casa. Aí descobri o MSN. Não me importava com esse lance de e-mail, mas como tinha que ter um pra ficar on-line, criei meu primeiro Hotmail. Acho que tinha um "gatinha" no meio do meu endereço.
E assim que surgiu o Orkut, fiquei louca atrás de um convite pra saber o que era aquilo. Fechei minha conta umas 2 vezes, mas acabei voltando. Não sei porque fechei, nem porque voltei.
Durante meu intercâmbio nos Estados Unidos, minha irmã hospedeira me apresentou o Facebook. Mantinha o meu perfil só pra manter o contato com o pessoal de lá, até que um dia ele bombou aqui nas terras brasileiras e vi mais um motivo pra continuar ali.
Em 2008 abri minha conta no Twitter. No início achei que era coisa de gente que queria se expor demais. Mas com o tempo, comecei a gostar da coisa. Nunca fui do tipo que twitta "vou ali lanchar e já volto". Posto coisas que acho interessantes, reclamo da minha vida e às vezes escrevo palavras pra me provar que estou vivendo um bom momento. Tudo em 140 caracteres.
Esse ano surgiu o Google +. Criei minha conta, mas até agora não consegui me envolver com ele. Talvez ele seja o primeiro que eu exclua da minha rotina.
E desde a época lá do ICQ eu tive um blog. Escrevia baboseiras, mas sabia mexer no HTML, que hoje nem sonho em arriscar a dar um enter. O objetivo era ter uma página linda e cheia de fru-frus
Depois dessa saga desde 2002, por aí, eu ando me questionando sobre o papel das redes sociais na vida das pessoas, sabe? Quanto tempo eu perdi, conectada, me expondo e futricando a vida dos outros? Não quero nem fazer as contas.
Na minha cabeça, quem está fora das redes sociais é tipo um Zé ninguém, afinal onde está essa pessoa se não está on-line? Mas ao contrário dassa afirmação, vem uma outra: onde eu poderia estar se eu não estivesse on-line?
Aí é a hora que eu recordo vários momentos com meus amigos, namorado e familiares em que estou ali no celular, seja pra responder um e-mail, fazer check-in em algum lugar, ver o feed de notícias... E tudo isso pra que? Por que essa necessidade de mostrar pra todo mundo o que eu estou vivendo?
Talvez eu experimente viver a vida off-line, pois não sei o que é isso desde a minha infância. O blog continua. O Twitter... vou tentar me desapegar aos poucos. Mas o Facebook está com os dias contados. O Google +? Após a publicação desse texto, ele já era.

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