sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Simples assim

Sabe o que é simplicidade?
É não ter que justificar nada. É o outro te entender e você entender o outro. É não ter preocupação. É menos trabalho e mais ócio. É mais chuva e mais sol, dependendo do gosto. Pra mim é meio a meio. Adoro uma chuva, mas não há nada mais alegre que um fim de semana com sol.
É o ar com cheiro de infância. São aquelas tardes compondo músicas rebeldes contra o mundo. São as aulas de violão. São as outras tardes andando por diversas ruas com as amigas pra tocar naquele estúdio em uma casa com aparência de abandonada. São aqueles sábados, durante a tarde, indo nos shows de rock dos amigos e tendo que chegar em casa a meia-noite. São aqueles domingos na porta de casa jogando conversa fora, bete ou vôlei.
São aquelas manhãs friazinhas de Goiânia que despertam cedo. São todas aquelas aulas em que se conversa com a melhor amiga. É aquele frio na barriga ao relembrar os momentos com o seu amor atual e imaginar ele nesse cenário antigo. É lembrar do barulho dos pássaros durante a aula de biologia daquele professor engraçado que fazia todo mundo rir e você, concentrada nas piadas, nunca prestou atenção no conteúdo.
É aquela preocupação danada com vestibular, quando você sabe que há sempre a prova da universidade privada pra se safar.
É sonhar em cantar num palco todo elaborado e com a platéia cheia. Eu sempre quis ser uma rock star. É se imaginar e prever todos os seus movimentos durante a canção.
É ver o presente já como o passado. É aguardar ansiosamente por uma viagem, mas já sofrer por antecipação por conta da saudade. É imaginar o futuro com um medo danado, mas também com uma calma inexplicável.
Sabe o que é simplicidade?
É isso aí.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A última terça



Nesse ano tive várias semanas cansativas. Às vezes vivo um dia de cada vez. Mas tem horas que vivo uma semana de cada vez. E essa está sendo assim. Mal posso esperar por sábado.
Fim de ano me deixa exausta. Tenho mais sono que o normal. E olha que o meu normal já é demais... Tenho vontade de fazer absolutamente nada.
A última terça foi um dos dias mais puxados. No meio da correria e calor recebi uma notícia que não me deixou pregar o olho. Não esperava ter que esperar por mais outro mês. Já vivemos isso antes e foi muito difícil.
Difícil por conta da saudade, de te querer comigo, pelas noites em que dormi chorando querendo o seu abraço, por ver todas as fotos nossas juntos quase todos os dias, por olhar casais nas ruas e imaginar nós dois, por imaginar a distância que nos separava e por muito mais.
Por querer você só comigo e não te ter e o coração apertar ao ver no calendário quantos dias ainda faltavam. 
Sabe esse lance de distância? Não é pra mim não. Me consome demais. Mas por você eu espero. Só não queria esperar mais uma vez. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Minha saga nas redes

Eu perdi a virgindade com aquele ICQ, no tempo em que eu só podia ficar on-line a noite e depois daquela sinfonia tã-nã-nã-shiiiii dava certo. E também não podia ficar mais que meia-hora, pois alguém poderia ligar lá em casa... Mas ninguém ligava.
Quando a empresa do meu pai mudou de endereço, ele colocou internet banda-larga lá em casa. Aí descobri o MSN. Não me importava com esse lance de e-mail, mas como tinha que ter um pra ficar on-line, criei meu primeiro Hotmail. Acho que tinha um "gatinha" no meio do meu endereço.
E assim que surgiu o Orkut, fiquei louca atrás de um convite pra saber o que era aquilo. Fechei minha conta umas 2 vezes, mas acabei voltando. Não sei porque fechei, nem porque voltei.
Durante meu intercâmbio nos Estados Unidos, minha irmã hospedeira me apresentou o Facebook. Mantinha o meu perfil só pra manter o contato com o pessoal de lá, até que um dia ele bombou aqui nas terras brasileiras e vi mais um motivo pra continuar ali.
Em 2008 abri minha conta no Twitter. No início achei que era coisa de gente que queria se expor demais. Mas com o tempo, comecei a gostar da coisa. Nunca fui do tipo que twitta "vou ali lanchar e já volto". Posto coisas que acho interessantes, reclamo da minha vida e às vezes escrevo palavras pra me provar que estou vivendo um bom momento. Tudo em 140 caracteres.
Esse ano surgiu o Google +. Criei minha conta, mas até agora não consegui me envolver com ele. Talvez ele seja o primeiro que eu exclua da minha rotina.
E desde a época lá do ICQ eu tive um blog. Escrevia baboseiras, mas sabia mexer no HTML, que hoje nem sonho em arriscar a dar um enter. O objetivo era ter uma página linda e cheia de fru-frus
Depois dessa saga desde 2002, por aí, eu ando me questionando sobre o papel das redes sociais na vida das pessoas, sabe? Quanto tempo eu perdi, conectada, me expondo e futricando a vida dos outros? Não quero nem fazer as contas.
Na minha cabeça, quem está fora das redes sociais é tipo um Zé ninguém, afinal onde está essa pessoa se não está on-line? Mas ao contrário dassa afirmação, vem uma outra: onde eu poderia estar se eu não estivesse on-line?
Aí é a hora que eu recordo vários momentos com meus amigos, namorado e familiares em que estou ali no celular, seja pra responder um e-mail, fazer check-in em algum lugar, ver o feed de notícias... E tudo isso pra que? Por que essa necessidade de mostrar pra todo mundo o que eu estou vivendo?
Talvez eu experimente viver a vida off-line, pois não sei o que é isso desde a minha infância. O blog continua. O Twitter... vou tentar me desapegar aos poucos. Mas o Facebook está com os dias contados. O Google +? Após a publicação desse texto, ele já era.