sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mulher de fases

Eu me peguei pensando no passado. O engraçado é que às vezes a sensação que tive em certos momentos voltam na medida que eu os recordo. Aí eu penso na minha relação com os dias que já se passaram. Me pergunto o porquê de ter esse tal de passado impregnado na mala que carrego. 
Estou familiarizada com a frase que diz que sem ele não seríamos o que somos hoje. E mesmo assim me bate um ciúmes horrendo do passado do meu namorado. Besteira pura porque eu também tive o meu passado e a gente nem imaginava a existência do outro.
Quer dizer... Não minto que sempre esperei o homem ideal. Não sei se é a mídia ou a cultura ocidental que nos obriga a esperar a perfeição, mas o fato é que não conseguia não imaginá-lo. 
Nesse meio tempo fiz muita besteira. Bebi tequila, mojito, cerveja, margarita e vodka tudo numa noite só. E repeti a dose outras vezes.Quis ser livre depois de me sentir presa. Isso foi depois do meu segundo relacionamento sério. 
Depois do primeiro chorei que nem um bebê chorão que quer mamadeira e a mãe. A adolescência intensifica tudo e achei que meu mundo iria acabar. Meu mundo não acabou. Mas ao mesmo tempo que eu fazia questão de postar fotos felizes na internet pra provar que estava bem, fiquei mais de um ano sem querer saber de ninguém.
Mas quando terminei o segundo namoro senti o que era ser feliz outra vez. Sabe quando a gente tenta recuperar o tempo perdido? Saí bastante com os meus amigos, emagreci, cortei o cabelo curtinho (até o ombro pra mim é curtérrimo), conheci gente nova, saí pra balada sem ter como voltar pra casa, e aos domingos morri de ressaca.
Até que chegou a hora que tudo perdeu graça. E sabe aquele homem ideal do início? Bom, vamos dizer que meu namorado faz muito meu tipo e atende às minhas preferências quanto à personalidade e aparência. Sempre tive queda por roqueiros cabeludos. Com barba ainda? Me ganhou.
E repenso até que concluo que se eu não tivesse misturado bebida, conhecido várias pessoas, morrido de ressaca, me aventurado, talvez eu não daria valor no que eu tenho hoje e quisesse passar por tudo isso que passei.
Tudo tem fase não é? Minhas amigas de infância  costumam dizer que eu passei por todas as fases possíveis. Acho que isso é verdade.

2 comentários:

Flá Costa* disse...

Rê, já tenho pauta para o nosso próximo e-mail. o ciúme do passado do namorado, essa coisa idiota, ridícula, que as vezes me tira o sono e angustia a alma e que faz com que eu me esqueça (helloooo!) que eu também tive o meu.

Enfim.

Adorei o post, pra variar.

Lilian disse...

Essa música me lembra alguém.Bjs