sexta-feira, 29 de julho de 2011

Coisa de adolescente-fã

Lembra quando você tinha uns 15 anos? Talvez até menos... 
No meu caso foi aos 12.
Lá na sétima série quando eu andava com a turma do fundo da sala e meu melhor amigo andava de skate e tocava bateria. O outro era o pegador do colégio, mas a gente nem tava aí pra ele. E a amiga era a louca que até hoje rola umas biritas.
Lembro como se fosse ontem que eu adorava ir pra casa da minha madrinha pra ver TV a cabo porque lá em casa não tinha. Desde aqueles tempos o primeiro canal que eu colocava era a MTV Brasil. Deve ser nessa época que eu comecei com essa mania.
Lá passava um programa com os clipes mais votados da semana. E foi nessa hora que eu vi uma menina também de cabelo castanho, olhos claros e andando de skate. Mal consegui gravar o nome dela, pois a primeira vista era bem complicado. Mas como a última palavra da frase anterior dá a dica, o nome da música era complicated
Quando cheguei na escola segunda-feira contei dela pra turminha do fundão. A galera não deu muita importância. Minha amiga até que curtiu um pouco. Mas eu não me importava. 
Eu gostei pra valer daquela cantora e assisti aquele clipe milhões de vezes até sair o próximo e o outro, e o outro cd...Passei chapinha no cabelo, lápis no olho, usei gravata, comprei pulseiras pretas, mandei fazer uma camisa com o rosto dela, comprei roupas e tênis parecidos aos que ela usava. Comprei revista, poster e ouvi, ouvi e cantei várias músicas.
Sonhei acordada cantando no palco Losing Grip ou gravando o clipe de I'm With You. Naqueles tempos sonhava em ser uma rock star. Até tentei ter uma banda. Mas depois de um ano não deu muito certo.
Eu acho que no fundo eu me via  nela. Pouco parecidas fisicamente, queria que fossemos gêmeas.
Hoje já é 2011. E os 21 anos aparecem pra mim. Quando soube que ela faria show na minha cidade só não gritei de felicidade porque minha irmã já dormia no quarto.
Falta menos de uma semana e quando me imagino de frente pra ela meus olhos enchem de água. Como eu sonhei com esse momento! É coisa de adolescente besta mesmo. Mas que dá uma alegria danada. Parece que aquela energia, todos aqueles sonhos, a inocência de achar que a idade adulta e a responsabilidade estavam distantes, e a preocupação única com as provas da escola voltaram.
Me sinto como em 2002. Indo pras aulas de inglês, jogando vôlei segunda, quarta e sexta, conversando com os amigos da rua e indo pra escola a pé. Como era bom. E como é ótimo sentir tudo isso de novo.
Muito obrigada Avril Lavigne. Você foi um modelo pra mim e traz a minha adolescência de volta. Pode ter certeza que eu vou cantar, dançar, pular e chorar muito nesse show. Pode deixar que por 2 horas eu vou ter 12 anos de novo. E pode ter certeza que eu vou aproveitar cada minuto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Complicada e nada perfeitinha


Pensando bem eu sou mesmo muito estranha.


Não consigo ficar em lugar fechado e quente que começo a passar mal. A situação me lembra quando tinha 12 anos e fique presa sozinha em um elevador no Rio de Janeiro. E me alerta como eu não suporto me sentir presa de nenhuma forma.


E o dia que me deixa mais agoniada é domingo. Ficar em casa no domingo me sufoca. Me sinto engaiolada. Fui "rueira" a vida toda. Sempre gostei de conhecer novos lugares e pessoas. Casa pra mim é só descanso. Passo mal de tédio e solidão se fico por lá muito tempo.


E passo mal também com várias curvas se estou dentro do carro. Tenho necessidade de algo constante, por mais que eu saiba que mudanças algumas vezes vêm para o bem.


Também costumo falar demais quando não devo e arrependo depois por isso. Sempre guardei tudo pra mim, mas depois de ingressar em Comunicação Social a gente passa a falar pelos cotovelos.


Sou extremamente dramática e às vezes parece que gosto de brigar. Depois que a briga começa de verdade me arrependo de ter começado a discussão por bobeira. E me sinto a pessoa mais triste e idiota do mundo.


São tantos outros defeitos que é melhor terminar com essa lista aqui mesmo.

domingo, 17 de julho de 2011

Entre o ontem e o amanhã

As vovós eram aquelas as quais papai e mamãe podiam contar quando queriam um tempo só pra eles.
Elas cuidavam da gente. De mim e dos meus dois irmãos.
Temos tantas memórias felizes.


Uma delas fazia pão-de-queijo todo domingo e os parentes iam na casa dela pra comer e jogar canastra. Eu e meus irmãos brincávamos no meio daquela confusão e conversa de adulto da qual não fazíamos a menor questão de participar. Estávamos em um universo paralelo: a infância.


A outra vó, quando estava na cidade, fazia um almoço com gostinho de roça. Um tempero que eu nunca comi igual. A distância sempre separou a gente, mas sempre foi vó do mesmo jeito, apesar do temperamento difícil.


E agora, num mundo de verdade, dos adultos, somos eu, meus irmãos e meus pais que cuidamos delas.


Aquela do pão-de-queijo está aos nossos cuidados agora. Os papéis se inverteram. Temos que fazer comida, dar remédio e lembra-la do banho. A outra, inconsolável, busca o fim o mais rápido que dá conta.


E eu faço vários questionamentos enquanto é exigido de mim ser uma adulta a qual nunca fui.Por que tudo isso foi acontecer?Onde estão aqueles dias de paz e alegria?


Eu aguardo por eles.

quarta-feira, 13 de julho de 2011


O churrasco era comum.
A conversa era descontraída, mas a situação era diferente.
O assunto não era mais faculdade, formatura, namorado, nem festa.
O papo era recheiado de trabalho, casamento e filhos.
"Uma hora essa fase chega pra todo mundo", pensei.
Mas não dá pra disfarçar o medo e a desconfiança do futuro.
Alguns anos atrás era eu dentro da casa dormindo e vendo tv enquanto meus pais estavam com essa conversa na churrasqueira.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tô com vontade de mais. Mais fofoca, sorrisos, piadas, histórias e cerveja. Quero meus amigos mais comigo.