sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Simples assim

Sabe o que é simplicidade?
É não ter que justificar nada. É o outro te entender e você entender o outro. É não ter preocupação. É menos trabalho e mais ócio. É mais chuva e mais sol, dependendo do gosto. Pra mim é meio a meio. Adoro uma chuva, mas não há nada mais alegre que um fim de semana com sol.
É o ar com cheiro de infância. São aquelas tardes compondo músicas rebeldes contra o mundo. São as aulas de violão. São as outras tardes andando por diversas ruas com as amigas pra tocar naquele estúdio em uma casa com aparência de abandonada. São aqueles sábados, durante a tarde, indo nos shows de rock dos amigos e tendo que chegar em casa a meia-noite. São aqueles domingos na porta de casa jogando conversa fora, bete ou vôlei.
São aquelas manhãs friazinhas de Goiânia que despertam cedo. São todas aquelas aulas em que se conversa com a melhor amiga. É aquele frio na barriga ao relembrar os momentos com o seu amor atual e imaginar ele nesse cenário antigo. É lembrar do barulho dos pássaros durante a aula de biologia daquele professor engraçado que fazia todo mundo rir e você, concentrada nas piadas, nunca prestou atenção no conteúdo.
É aquela preocupação danada com vestibular, quando você sabe que há sempre a prova da universidade privada pra se safar.
É sonhar em cantar num palco todo elaborado e com a platéia cheia. Eu sempre quis ser uma rock star. É se imaginar e prever todos os seus movimentos durante a canção.
É ver o presente já como o passado. É aguardar ansiosamente por uma viagem, mas já sofrer por antecipação por conta da saudade. É imaginar o futuro com um medo danado, mas também com uma calma inexplicável.
Sabe o que é simplicidade?
É isso aí.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A última terça



Nesse ano tive várias semanas cansativas. Às vezes vivo um dia de cada vez. Mas tem horas que vivo uma semana de cada vez. E essa está sendo assim. Mal posso esperar por sábado.
Fim de ano me deixa exausta. Tenho mais sono que o normal. E olha que o meu normal já é demais... Tenho vontade de fazer absolutamente nada.
A última terça foi um dos dias mais puxados. No meio da correria e calor recebi uma notícia que não me deixou pregar o olho. Não esperava ter que esperar por mais outro mês. Já vivemos isso antes e foi muito difícil.
Difícil por conta da saudade, de te querer comigo, pelas noites em que dormi chorando querendo o seu abraço, por ver todas as fotos nossas juntos quase todos os dias, por olhar casais nas ruas e imaginar nós dois, por imaginar a distância que nos separava e por muito mais.
Por querer você só comigo e não te ter e o coração apertar ao ver no calendário quantos dias ainda faltavam. 
Sabe esse lance de distância? Não é pra mim não. Me consome demais. Mas por você eu espero. Só não queria esperar mais uma vez. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Minha saga nas redes

Eu perdi a virgindade com aquele ICQ, no tempo em que eu só podia ficar on-line a noite e depois daquela sinfonia tã-nã-nã-shiiiii dava certo. E também não podia ficar mais que meia-hora, pois alguém poderia ligar lá em casa... Mas ninguém ligava.
Quando a empresa do meu pai mudou de endereço, ele colocou internet banda-larga lá em casa. Aí descobri o MSN. Não me importava com esse lance de e-mail, mas como tinha que ter um pra ficar on-line, criei meu primeiro Hotmail. Acho que tinha um "gatinha" no meio do meu endereço.
E assim que surgiu o Orkut, fiquei louca atrás de um convite pra saber o que era aquilo. Fechei minha conta umas 2 vezes, mas acabei voltando. Não sei porque fechei, nem porque voltei.
Durante meu intercâmbio nos Estados Unidos, minha irmã hospedeira me apresentou o Facebook. Mantinha o meu perfil só pra manter o contato com o pessoal de lá, até que um dia ele bombou aqui nas terras brasileiras e vi mais um motivo pra continuar ali.
Em 2008 abri minha conta no Twitter. No início achei que era coisa de gente que queria se expor demais. Mas com o tempo, comecei a gostar da coisa. Nunca fui do tipo que twitta "vou ali lanchar e já volto". Posto coisas que acho interessantes, reclamo da minha vida e às vezes escrevo palavras pra me provar que estou vivendo um bom momento. Tudo em 140 caracteres.
Esse ano surgiu o Google +. Criei minha conta, mas até agora não consegui me envolver com ele. Talvez ele seja o primeiro que eu exclua da minha rotina.
E desde a época lá do ICQ eu tive um blog. Escrevia baboseiras, mas sabia mexer no HTML, que hoje nem sonho em arriscar a dar um enter. O objetivo era ter uma página linda e cheia de fru-frus
Depois dessa saga desde 2002, por aí, eu ando me questionando sobre o papel das redes sociais na vida das pessoas, sabe? Quanto tempo eu perdi, conectada, me expondo e futricando a vida dos outros? Não quero nem fazer as contas.
Na minha cabeça, quem está fora das redes sociais é tipo um Zé ninguém, afinal onde está essa pessoa se não está on-line? Mas ao contrário dassa afirmação, vem uma outra: onde eu poderia estar se eu não estivesse on-line?
Aí é a hora que eu recordo vários momentos com meus amigos, namorado e familiares em que estou ali no celular, seja pra responder um e-mail, fazer check-in em algum lugar, ver o feed de notícias... E tudo isso pra que? Por que essa necessidade de mostrar pra todo mundo o que eu estou vivendo?
Talvez eu experimente viver a vida off-line, pois não sei o que é isso desde a minha infância. O blog continua. O Twitter... vou tentar me desapegar aos poucos. Mas o Facebook está com os dias contados. O Google +? Após a publicação desse texto, ele já era.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eu vou até o sol, meu amor

"Sobre certas coisas não vale a pena brigar. A sabedoria está em saber diferenciar o que vale a pena e o que não vale a pena perder tempo". Fiz cara de quem não deu muita atenção, mas guardei as palavras que ouvi  do meu pai. Hoje inverti os sentidos. Foi um dia de mais audição e menos fala. Por raras vezes tenho esses dias. Sou egoísta e saio falando aos quatro ventos e  peneiro muita coisa que ouço. Mas hoje não. Hoje foi diferente.
Percebi que as emoções podem me deixar cega. E que tirar um dia pra pensar pode clarear muita coisa, mas o outro pode ficar no escuro. Colocar pra fora sempre foi minha terapia. Fui adepta, mais de uma vez, às clínicas de psicologia. A sensação era que os dias passavam normalmente, mas as sextas-feiras eram para refletir e pensar no que poderia melhorar. Era quando aconteciam minhas consultas. Um aprendizado sobre mim mesma.
Outro dia a gente conversando, você disse que se apaixonou por mim porque eu era "de boa". E eu me peguei afirmando e ressaltando a palavra "era" porque a sensação que dá é que hoje não sou mais. Sou encanada com várias coisas, arrumo desculpas pra estragar meu próprio dia e arrumar uma briga entre a gente. Nessas horas eu lembro da psicóloga falando sobre a auto-sabotagem. Parece que sou uma espécie de adepta disso aí.
Mas hoje, mais que ontem, estou disposta a mudar. Hesitei em ligar pra psicóloga e perguntar o preço da consulta, mas quero tentar sozinha. Será que vou precisar de ajuda a vida inteira ou já sou grandinha e disposta a mudar?
Quando me vi em você, meu coração apertou tanto. Insegurança pega? Tanta vulnerabilidade nos meus braços e eu tive que ser a forte da vez. Minha vontade era de te abraçar e de te transportar pra dentro de mim pra te fazer perceber que o que mais quero é mudar, antes que isso te contamine. Que nos contamine. Eu quero ser contaminada pela sua maturidade. 
Porque, mais que tudo, eu tenho fé. E a minha fé é na gente. E pela primeira vez a paz apareceu no meu coração, porque eu sei que a gente vai consertar isso. Porque é o meu papel agora te passar força e te resgatar do escuro. Porque se for preciso, meu amor, eu vou até o sol pegar um pouco de luz pra iluminar seu coração.

"E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar e até lá vamos viver. Temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás. Apenas começamos. O mundo começa agora. Apenas começamos". Legião Urbana- Metal contra as Nuvens




sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mais cidade e menos sexo

Eu confesso que sou viciada em Sex and the City e pra mim é uma das melhores séries que já fizeram. Sempre me identifiquei mais com a Carrie. Também gosto de escrever e que mulher formada em jornalismo não gostaria de sobreviver com uma coluna que pode ser escrita de casa? E ainda tem dinheiro pra comprar todos os Manolo Blank e vestidos Prada que quiser. Mas ultimamente ando meio Charlotte. Tradicional e romântica.
Meu pai e minha vó têm preconceito com a série. Acham que tem uma conotação muito sexual. Até aí tudo bem porque já no nome da série tem a palavra "sexo" no meio. Mas pelo o que eu me lembre Sex and the City nunca passou na TV no horário em que as crianças ainda estão acordadas.
E o intuito não é mostrar bundas, peitos e afins, mas sim discutir relacionamentos. Sex and the City mostra a mulher como humano e não como um simples corpo a ser consumido pelo prazer. E que eu saiba, todo relacionamento adulto (com exceção de alguns) tem sexo envolvido. Então pra que esse choque todo?
Sabe o que me choca mais? Ligar a TV e ver aquele tanto de bunda a mostra no horário em que crianças podem ver e achar normal. E sabe o que é pior? A minha geração já acha isso tão normal (mulher pelada na TV sendo vendida como um mero objeto de desejo sexual) que faz piada do assunto.
E ao mesmo tempo que é normal pra muitos ver peito e bunda em horário comercial, muitos acham absurdamente anormal a personagem da Samantha que tem orgulho da sua liberdade sexual. Mas é aceito ter um personagem homem se orgulhando da sua liberdade na novela das nove.
E isso já está extrapolando a TV. Porque eu posso trocar de canal quando vejo algo que me incomoda. Mas nas redes sociais já é demais pra mim.
Gosto de saber o que meus amigos estão falando por aí e confiro diariamente meu Facebook. Infelizmente ando me deparando com cenas de nudez explícita mesmo. E quando não é explícito, a mulher é representada pelo peito e bunda que tem. Isso quando não faz o papel de burra.
E por mais que a gente converse sobre isso com os homens, muitos deles ainda fazem piada achando que tudo é uma brincadeira e super normal. Enquanto isso, mulheres no mundo todo são violentadas, desrespeitadas, têm salários menores que o dos homens e muitas se conformam com o papel de submissão que ainda é imposto por vários fatores sociais.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mulher de fases

Eu me peguei pensando no passado. O engraçado é que às vezes a sensação que tive em certos momentos voltam na medida que eu os recordo. Aí eu penso na minha relação com os dias que já se passaram. Me pergunto o porquê de ter esse tal de passado impregnado na mala que carrego. 
Estou familiarizada com a frase que diz que sem ele não seríamos o que somos hoje. E mesmo assim me bate um ciúmes horrendo do passado do meu namorado. Besteira pura porque eu também tive o meu passado e a gente nem imaginava a existência do outro.
Quer dizer... Não minto que sempre esperei o homem ideal. Não sei se é a mídia ou a cultura ocidental que nos obriga a esperar a perfeição, mas o fato é que não conseguia não imaginá-lo. 
Nesse meio tempo fiz muita besteira. Bebi tequila, mojito, cerveja, margarita e vodka tudo numa noite só. E repeti a dose outras vezes.Quis ser livre depois de me sentir presa. Isso foi depois do meu segundo relacionamento sério. 
Depois do primeiro chorei que nem um bebê chorão que quer mamadeira e a mãe. A adolescência intensifica tudo e achei que meu mundo iria acabar. Meu mundo não acabou. Mas ao mesmo tempo que eu fazia questão de postar fotos felizes na internet pra provar que estava bem, fiquei mais de um ano sem querer saber de ninguém.
Mas quando terminei o segundo namoro senti o que era ser feliz outra vez. Sabe quando a gente tenta recuperar o tempo perdido? Saí bastante com os meus amigos, emagreci, cortei o cabelo curtinho (até o ombro pra mim é curtérrimo), conheci gente nova, saí pra balada sem ter como voltar pra casa, e aos domingos morri de ressaca.
Até que chegou a hora que tudo perdeu graça. E sabe aquele homem ideal do início? Bom, vamos dizer que meu namorado faz muito meu tipo e atende às minhas preferências quanto à personalidade e aparência. Sempre tive queda por roqueiros cabeludos. Com barba ainda? Me ganhou.
E repenso até que concluo que se eu não tivesse misturado bebida, conhecido várias pessoas, morrido de ressaca, me aventurado, talvez eu não daria valor no que eu tenho hoje e quisesse passar por tudo isso que passei.
Tudo tem fase não é? Minhas amigas de infância  costumam dizer que eu passei por todas as fases possíveis. Acho que isso é verdade.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Da terra da Tequila e dos Mariachis

Eu esperava uma banda especial. Chorona, sempre fui fâ de músicas tristes e naquela noite não seria diferente. A banda principal era aquela inglesa que fez uma cor famosa: amarelo.
Mas antes dela, outras entrariam no palco. Entre elas, a banda da terra da Tequila e dos mariachis, como eles se definem, estava na lista.
Não esperava mais que alguns caras mais ou menos velhos com um pouco de charme no olhar.
Mas eu sempre quis conhecer o México e sempre achei espanhol muito sexy. E a torcida do francês pode pronunciar . Pra mim o espanhol é muy más caliente e esse francês fresco aí...
O show começou e a cada música tocada, mais eu me apaixonava.
Confesso que na infância eu gostava mesmo era daquele sertanejo bem dor de cotovelo. Mas os anos foram passando e o rock foi tomando o seu devido lugar na minha cabeça e no meu iPod.
Maná me resgatou daqueles acordes pesados ou até mesmo muito tristes. Porque Maná não define a tristeza da mesma maneira das bandas de rock. É um jeito romântico que alguns filmes me fazem lembrar.
É aquela dorzinha de saudade que vai bem no fundo e insiste em atormentar, mas de uma forma confortável e suportável.
Agora quem manda na minha setlist são eles. E seu pudesse, eu iria lá na terra da tequila, dos nachos, tacos, chilli e afins pra me empanturrar, embebedar e ouvir muito Maná. Ao vivo, claro.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quando eu me permito

Às vezes eu me permito, sabe? Estudo, trabalho, me exercito e sou intolerante à lactose. Diante de tanta correria, cobranças e prazos eu dou uma escapulida.
Durmo até tarde quando posso. Durmo no ônibus. Não pego o carro todo dia pra economizar alguma grana. Quando fico em casa, mesmo sabendo das consequências,  como lactose. Normalmente enquanto assisto alguma das minhas séries preferidas.
Gasto boa parte em redes sociais ou espiando alguns blogs. Só observando a vida virtual dos outros.
Junto din din. Daí gasto boa parte em viagem. Preciso parar com essa mania e começar a pensar no futuro...
Tô tentando deixar pra lá um monte de coisa. Ando economizando meu estresse. Também estou desfazendo de algumas pessoas que me tiram do sério. Melhor não perder tempo com elas. Quando vale a pena, repenso.
Tô tentando arrancar de mim os adjetivos "nervosinha" e "séria demais".
Tô tentando deixar pra lá e desencanar.

sábado, 5 de novembro de 2011

O número 2011

Ainda é novembro, eu sei. Mas com todas as luzinhas de natal não consigo evitar a pontinha de nostalgia e esperança no coração. É nessa hora que me lembro como 2011 foi um ano perturbado. Ao lado de tantos momentos felizes, houve instantes realmente trágicos.
Aprendi que o mato pode realmente ser desestressante. Que viajar é muito gostoso pra fugir da rotina, mas que se tem que aprender a ficar e parar de fugir. Que a sua cantora preferida dos tempos de escola pode não atender às suas expectativas ao vivo. Que o show menos esperado pode ser o melhor da noite. 
Que realmente o material não importa. As pessoas não podem ser compradas, nem trocadas por outra. Aprendi que a morte realmente existe e dói. Mas ainda não aprendi a me enganar que minha vó vai voltar de uma longa viagem à fazenda. E que a minha outra vó vai ficar com a gente pra sempre.
Finalmente entendi que a família é importante. E que é preciso manter o laço, pois nas horas difíceis é ela que vai estar lá. E isso não é historinha de mãe pra manter o filho mais em casa e menos na rua sasaricando por aí.
Estou aprendendo a conter meu ciúmes e a ser mais segura. Todos os dias repasso aqueles momentos felizes com ele e deixo a imaginação pra lá.
Percebi que sair da faculdade é bem mais chato que entrar. Lembra das expectativas criadas e as promessas feitas no inicio do curso? A metade delas não foram atendidas e muitas promessas não foram cumpridas. E eu não consigo imaginar como será a partir do meio do ano que vem, formada.Como será trabalhar, apenas? É nessa hora que a ideia do possível fim do mundo vem a cabeça e eu deixo pra lá.
Nesse ano fui a quatro casamentos. Parei de ignorar que fiquei adulta e aceitei o fato que daqui por voltar de cinco anos será eu mudando de casa, casando e tendo filhos. Mas ainda não consegui abandonar meu all star e adotar o salto como meu parceiro, fingindo que é super confortável. 
E eu paro pra pensar como eu era há cinco anos. Dezesseis anos foi com certeza a melhor idade. Mas não mudei de casa. Quer dizer, ainda moro com as mesmas pessoas. Mudei de cidade, se considerar isso uma grande mudança. E ainda vou pra sala de aula. Trabalho agora, é verdade. E dirijo. Fora isso, nada grande mudou. E bate um medo do tipo: será que vou conseguir?
Ainda estou digerindo o fato que grandes mudanças acontecerão daqui cinco anos. Daqui dez, então? Melhor concentrar nos cinco por enquanto. E diante de tudo que aconteceu e que está prestes a acontecer, não consigo parar de pensar: a gente muda pra valer ou somos os mesmos? Ainda existe a adolescente de 16 anos ou agora é só a adulta de 21 que está no comando? Existe um meio termo? Passado é mesmo passado?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Foi quando eu senti sua falta

Isso já aconteceu outra vez. Você até cumpriu o que tinha prometido, lembra? Foi aquele fim de semana mágico. Mas antes dele eu me senti tão sozinha. Nunca tinha estado com alguém assim, com a agenda tão lotada. E que quando eu tentava marcar algo você me respondia "Vou ver, a princípio não tem nada programado". Como eu odiava e ainda odeio esse "a princípio". Porque "a princípio" é muito volúvel e eu sempre precisei de chão, de firmeza.
Agora estou aqui outra vez. Prestes a comemorar o aniversário de relacionamento mais longo. Mais insegura que nunca por não saber qual a próxima fase. Devo admitir que já é novo o que vivemos, pois nessa altura do campeonato os sorrisos mal existiam.
Hoje eu quis estar com você. Como todos fins de semana, programamos pra ficar o máximo juntos. O "a princípio" já ficou pra trás. Mas enquanto nos decidíamos o que fazer, seu celular tocou. E continuou até você pronunciar a notícia que eu não queria escutar aquela noite: você tinha que voltar pra lá.
Tentei me embebedar com o meu vício e disfarçar os ponteiros com a Carrie Bradshaw narrando os acontecimentos na televisão. Mas aí o telefone tocou e meu coração bateu mais forte. O disfarce com o relógio desmanchou. Corri para atender. Nos falamos quase todos os dias por volta desse horário. Tinha que ser você. O telefone acabou com o efeito da bebedeira e percebi a falta que sentia de você e como carente eu estava.
Esperava ouvir sua voz grossa e firme do outro lado da linha. Sempre gostei da sua voz de homem. Nunca fui do tipo de "moleque". Prefiro os homens. Maduros e misteriosos. Mas ouvi uma voz feminina a procura de outra pessoa da casa.
Na hora tive que me recompor e segurar as lágrimas. E lembrei que você não iria me telefonar. Estava ocupado. Me segurei, mas não consegui ao discar seu número logo após. Tive vontade de dizer pra você o quanto você fazia falta pra mim e odiava não ter você na minha rotina. Você me falou pra dar umas voltas por aí com as amigas. Mas todas elas estão ocupadas com o fim do semestre.
Não sei se é o próprio fim do semestre, se foram nossos planos que não se tornaram realidade, se é a sua ausência que toma seu lugar novamente ao meu lado ou o meu recorde em relacionamentos, mas não tive como conter as lágrimas ao desligar o telefone e não ter dado conta de pronunciar as palavras. Ou o fato de você ter percebido que eu não estava bem e ter ignorado ou quis deixar pra depois pra terminar suas coisas antes.
A meia hora não me contentou. Já se foram meia hora, uma, duas.... Na verdade a meia hora poderia significar uma eternidade. A noite toda. Não dependia de mim, nem de você. E saber disso me matava desde o instante que cheguei a essa conclusão.
Como eu queria te dizer: eu sinto sua falta e não queria passar essa sexta-feira sozinha em casa e com febre.

domingo, 16 de outubro de 2011

A caixa

Hoje foi um daqueles dias dramáticos em que a TPM está no auge. A gente fica com raiva, medo, triste e carente sem saber direito o porquê.


Mas hoje eu não conseguia parar de pensar se eu precisava mesmo passar por isso todo mês. Depois de desperdiçar uma tarde que poderia ter sido divertida, vi mais uns três capítulos de Sex and the City e decidi relembrar algum sentido e parar com toda aquela besteira de deixar os hormônios vencerem o meu dia.


Depois de algum tempo abri uma caixa grande, enfeitada com quadrinhos coloridos que fica no meu guarda-roupa, em baixo das minhas calças.


Ontem mesmo eu afirmei que não deveríamos ter passado. Mas eu só esqueci de um detalhe: é a partir dele que nós somos e fazemos o hoje. Depois de ver tantas fotos antigas, percebi que o passado não é algo tão ruim.


Tantas experiências, amizades, momentos... E na maioria deles, um sorriso.
Então pra que complicar tanto, mulher?
Por que em vários instantes a gente se esquece. Eu esqueço que eu sorrio. Ainda tenho muito por sorrir.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vontade de mudar o mundo


Sabe aquela vontade de mudar o mundo?
Eu tenho!
Sonho com uma realidade sem essa batalha entre os sexos, com igualdade de gêneros, e com o respeito sempre atrelado à idéia de o que é ser mulher e o que é a representação das mulheres.


Será que um dia meu sonho se tornará real?


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Chuva, por favor!



Ando sonhando por aí com um dia lindo.
Mas no meu conceito.
Quero nuvens carregadas, céu cinza e aquela chuva que bate uma preguiça gostosa de fazer qualquer coisa...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Daqui a 10 anos?



Hoje uma pergunta gritou nos meus ouvidos.
"Como você se vê daqui a 10 anos?", o professor se atreveu.


Como eu me vejo daqui a 10 anos?
Há 10 anos atrás, eu achava que aos 16 eu iria pra todas as baladas. Quando soprei as 16 velinhas do bolo, ia somente a shows de punk rock. Eu achava que os caras de 20 anos eram adultos demais. Hoje eu acho eles bobos demais. Os caras de 25, então? Eram idosos! E eu namoro um que tá prestes a ter essa idade. Achava que quando ficasse adulta não usaria as roupas da minha mãe porque eram bregas. Hoje, praticamente, uso todas as roupas que uso para trabalhar são dela. Achava que seria a pessoa mais feliz do mundo se fizesse o curso que gostaria fazer. Estou prestes a terminar a faculdade e estou um pouco frustrada com a profissão. Eu achava que a minha vida era difícil demais com os deveres da escola. Hoje as obrigações vão muito além do dever.


Daqui a 10 anos?
Sei lá professor. Várias coisas que pensava, hoje são o contrário. Deixa rolar, vai.
E se uma empresa te perguntar isso?
Ah, invento qualquer coisa na hora.
Relaxa!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

1 ano





"Eu sou o seu apaixonado de alma transparente. Um louco alucinado meio inconsequente. Um caso complicado de se entender. É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim, que faz eu pensar em você esquecer de mim, que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver."


Porque o amor é brega, mas sem ele eu não vivo mais.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Coisa de adolescente-fã

Lembra quando você tinha uns 15 anos? Talvez até menos... 
No meu caso foi aos 12.
Lá na sétima série quando eu andava com a turma do fundo da sala e meu melhor amigo andava de skate e tocava bateria. O outro era o pegador do colégio, mas a gente nem tava aí pra ele. E a amiga era a louca que até hoje rola umas biritas.
Lembro como se fosse ontem que eu adorava ir pra casa da minha madrinha pra ver TV a cabo porque lá em casa não tinha. Desde aqueles tempos o primeiro canal que eu colocava era a MTV Brasil. Deve ser nessa época que eu comecei com essa mania.
Lá passava um programa com os clipes mais votados da semana. E foi nessa hora que eu vi uma menina também de cabelo castanho, olhos claros e andando de skate. Mal consegui gravar o nome dela, pois a primeira vista era bem complicado. Mas como a última palavra da frase anterior dá a dica, o nome da música era complicated
Quando cheguei na escola segunda-feira contei dela pra turminha do fundão. A galera não deu muita importância. Minha amiga até que curtiu um pouco. Mas eu não me importava. 
Eu gostei pra valer daquela cantora e assisti aquele clipe milhões de vezes até sair o próximo e o outro, e o outro cd...Passei chapinha no cabelo, lápis no olho, usei gravata, comprei pulseiras pretas, mandei fazer uma camisa com o rosto dela, comprei roupas e tênis parecidos aos que ela usava. Comprei revista, poster e ouvi, ouvi e cantei várias músicas.
Sonhei acordada cantando no palco Losing Grip ou gravando o clipe de I'm With You. Naqueles tempos sonhava em ser uma rock star. Até tentei ter uma banda. Mas depois de um ano não deu muito certo.
Eu acho que no fundo eu me via  nela. Pouco parecidas fisicamente, queria que fossemos gêmeas.
Hoje já é 2011. E os 21 anos aparecem pra mim. Quando soube que ela faria show na minha cidade só não gritei de felicidade porque minha irmã já dormia no quarto.
Falta menos de uma semana e quando me imagino de frente pra ela meus olhos enchem de água. Como eu sonhei com esse momento! É coisa de adolescente besta mesmo. Mas que dá uma alegria danada. Parece que aquela energia, todos aqueles sonhos, a inocência de achar que a idade adulta e a responsabilidade estavam distantes, e a preocupação única com as provas da escola voltaram.
Me sinto como em 2002. Indo pras aulas de inglês, jogando vôlei segunda, quarta e sexta, conversando com os amigos da rua e indo pra escola a pé. Como era bom. E como é ótimo sentir tudo isso de novo.
Muito obrigada Avril Lavigne. Você foi um modelo pra mim e traz a minha adolescência de volta. Pode ter certeza que eu vou cantar, dançar, pular e chorar muito nesse show. Pode deixar que por 2 horas eu vou ter 12 anos de novo. E pode ter certeza que eu vou aproveitar cada minuto.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Complicada e nada perfeitinha


Pensando bem eu sou mesmo muito estranha.


Não consigo ficar em lugar fechado e quente que começo a passar mal. A situação me lembra quando tinha 12 anos e fique presa sozinha em um elevador no Rio de Janeiro. E me alerta como eu não suporto me sentir presa de nenhuma forma.


E o dia que me deixa mais agoniada é domingo. Ficar em casa no domingo me sufoca. Me sinto engaiolada. Fui "rueira" a vida toda. Sempre gostei de conhecer novos lugares e pessoas. Casa pra mim é só descanso. Passo mal de tédio e solidão se fico por lá muito tempo.


E passo mal também com várias curvas se estou dentro do carro. Tenho necessidade de algo constante, por mais que eu saiba que mudanças algumas vezes vêm para o bem.


Também costumo falar demais quando não devo e arrependo depois por isso. Sempre guardei tudo pra mim, mas depois de ingressar em Comunicação Social a gente passa a falar pelos cotovelos.


Sou extremamente dramática e às vezes parece que gosto de brigar. Depois que a briga começa de verdade me arrependo de ter começado a discussão por bobeira. E me sinto a pessoa mais triste e idiota do mundo.


São tantos outros defeitos que é melhor terminar com essa lista aqui mesmo.

domingo, 17 de julho de 2011

Entre o ontem e o amanhã

As vovós eram aquelas as quais papai e mamãe podiam contar quando queriam um tempo só pra eles.
Elas cuidavam da gente. De mim e dos meus dois irmãos.
Temos tantas memórias felizes.


Uma delas fazia pão-de-queijo todo domingo e os parentes iam na casa dela pra comer e jogar canastra. Eu e meus irmãos brincávamos no meio daquela confusão e conversa de adulto da qual não fazíamos a menor questão de participar. Estávamos em um universo paralelo: a infância.


A outra vó, quando estava na cidade, fazia um almoço com gostinho de roça. Um tempero que eu nunca comi igual. A distância sempre separou a gente, mas sempre foi vó do mesmo jeito, apesar do temperamento difícil.


E agora, num mundo de verdade, dos adultos, somos eu, meus irmãos e meus pais que cuidamos delas.


Aquela do pão-de-queijo está aos nossos cuidados agora. Os papéis se inverteram. Temos que fazer comida, dar remédio e lembra-la do banho. A outra, inconsolável, busca o fim o mais rápido que dá conta.


E eu faço vários questionamentos enquanto é exigido de mim ser uma adulta a qual nunca fui.Por que tudo isso foi acontecer?Onde estão aqueles dias de paz e alegria?


Eu aguardo por eles.

quarta-feira, 13 de julho de 2011


O churrasco era comum.
A conversa era descontraída, mas a situação era diferente.
O assunto não era mais faculdade, formatura, namorado, nem festa.
O papo era recheiado de trabalho, casamento e filhos.
"Uma hora essa fase chega pra todo mundo", pensei.
Mas não dá pra disfarçar o medo e a desconfiança do futuro.
Alguns anos atrás era eu dentro da casa dormindo e vendo tv enquanto meus pais estavam com essa conversa na churrasqueira.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tô com vontade de mais. Mais fofoca, sorrisos, piadas, histórias e cerveja. Quero meus amigos mais comigo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Diferenças

Já tinha lido sobre essas diferenças. Mas elas não eram compatíveis com todos aqueles ideais românticos de filmes e livros. Ninguém falava sobre isso. Ninguém falava como muitos homens conseguiam separar trabalho de fim de semana, desejo de fidelidade e amor de sexo. Porque pra muitas mulheres isso tudo anda junto. É uma vida só. Uma pessoa só. Não tinha como separar, pensava. Ao pensar nisso tudo lembrava das sessões em que a terapeuta brigava pra deixar de auto-sabotagem. Pra parar de arranjar problema. E ao mesmo tempo tentava achar um porquê de fazer sempre isso. E estar sempre em crise. E lembrava da frase "isso é porque você ainda não se aceita", e duvida dela outra vez porque nem se conhece. É tanto medo junto. E o tal de confiar em si mesmo soa até como piada. E depois de pensar nisso tudo a dor no peito volta. Era o segundo calmante no organismo em menos de 3 dias. Tanta coisa foi falada naquele dia que pra ela significava alguma coisa. Tanta coisa que tenta expulsar, mas não dá conta. É uma mistura de tristeza com um pouco de raiva. Não raiva de uma pessoa, mas das coisas serem como são. Porque parte do seu idealismo vai por água abaixo quando vê que a natureza é otária ao fazer o homem e a mulher diferente quando toda a luta é pra ter direitos iguais. "Deveríamos ser iguais", insiste silenciosamente. E fica com raiva de novo, porque pra ela não há desejo com outra coisa ou pessoa. Nunca teve desde então. Pra ela, isso sempre foi sinal de desrespeito. E pensa" deve ser normal". E mais uma vez manda esse normal ir pra puta que pariu. E depois pensa o porquê de deixar isso estragar tudo. E fica com raiva mais uma vez.

quinta-feira, 2 de junho de 2011



Ao contrário dessa ditadura de relacionamentos silenciosa, o amor não precisa ser sinônimo de prisão.

domingo, 22 de maio de 2011

Quando a velhice chegar...


Quando me aposentar, quero viajar o mundo. Conhecer todos os lugares que a juventude não me permitiu visitar.


Mas quando estiver bem velhinha mesmo, eu quero descanso permanente da correria.
Quero cidade pequena e tranqüila.
Natureza e cachoeira.
E um amor exclusivo pra mim não só aos fins de semana. Mas a vida inteira.


Só eu e ele respirando os ares das lembranças.

sábado, 14 de maio de 2011

Lembrei de um texto...





"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. [...] E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso."


E o contrário também acontece. 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Entre amigos


Muitas vezes não me lembro que a felicidade está mesmo nas pequenas coisas.
E como é bom estar a toa com os amigos só pra conversar.


É tão agradável estar junto, lembrar de momentos que já se passaram, rir de tudo, e combinar outros por vir.
Tinha me esquecido como esses momentos podem salvar um dia.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

Já foi eu ali



Às vezes não é preciso do espelho pra ver como mudamos.
Perto do meu trabalho, às sextas-feiras, há sempre um grupo grande de roqueiros adolescentes fumando, bebendo e conversando.


Outro dia, em uma cidade não tão longe de Brasília, era eu ali. De saia xadrez, all star preto pintado de caneta bic e com cadarço listrado, meia rasgada, camisa de banda e cinto de rebite. Era eu ali tão sonhadora esperando o chato do ensino médio acabar e ir pra tão esperada faculdade de jornalismo. Era eu que já fui pra show sozinha só pra curtir a música. Era eu que passava tardes inteiras tocando violão e depois estourava os dedos na guitarra. Foi eu que tive umas duas bandas. Era eu que achava que cantava alguma coisa e não tocava quase nada. Era eu que não bebia uma gota de álcool nem tinha experimentado o sabor do tabaco.


E hoje era eu a patricinha tosca que andava entre eles. A "eu" de antes criticaria muito a "eu" de agora.
A gente não pensa que vai mudar. A gente simplesmente muda.


E sou eu quem usa rosa, sapato de salto e oxford e maquiagem. Quem usa vestido de flor. Sou eu quem não vê a hora de graduar em jornalismo. E quem não toca mais nada. Quem bebe e quase nunca frequenta shows de rock.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Papo de gente grande


Já faz um tempo que me pego pensando o porquê da vida de adulto ser tão chata. Talvez o problema seja pessoal e eu esteja enfatizando apenas o lado ruim de tudo...

Mas parou pra pensar?

A faculdade está no fim e chega a pressão do trabalho final.
Junto com a formatura chega a incerteza quanto ao mercado de trabalho.
O mercado mostra que as boas oportunidades são poucas e a profissão que vc escolheu não dá dinheiro e suga todo o seu tempo e energia.
Quando se lembra da energia, percebe que as matriarcas da famílias não estão bem. E quando vê especificamente uma, tenta ser forte ao lembrar que pode ser a última visita.
E quanto à visitas, tenta planejar uma viagem com o namorado numa tentativa de fugir disso tudo, mas que nunca dá certo.

Com o passar dos dias aquele "mar de rosas" fica para trás. Por enquanto, o tsunami de coisas ruins não passa.
 


♫ Eu digo
Não chore meu amor
Que a lua brilhou no escuro do céu
Que o som acalenta teu corpo cansado
E o sonho da gente nâo morre jamais
Na guerra ou na paz
Aqui resta uma esperança sem fim
Aqui resta um guerreiro de paz
E a lágrima quente numa noite fria
Santa liberdade
Não chore meu amor
É tanta água no teu olho
Estrelas e luas, o mar, pescadores e Iemanja. ♫

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Um novo recomeço

Mais uma vez uma certa inquietação me faz abrir um novo blog.
O rabiscos morreu e até hoje não sei explicar direito o porquê.
Tentei uma nova proposta, mas devido a plataforma e política editorial criada por mim mesma desisti. Havia muitos limites por lá.


Agora, com mais liberade, começo meu quarto blog desde 2008. E pretendo ficar com esse daqui por mais que  me dê vontade de mudanças outra vez.


Let's begin!